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Uso do passe de revenimento no reparo de soldas de tubulações de aço.

Natal de Jesus Gaspar[1]

José Carlos Morilla[2]

Área temática: FAbricação

Palavras-chave: Soldagem, dureza, aço liga, passe de revenimento.

 

Resumo

Até a década de 1960 os aços usados na fabricação de tubos possuíam até 2,25% de cromo (Cr) em sua composição. Com o aumento do teor de cromo acima de 7%, a partir da década de 1960, surge um novo grupo de aços, caracterizado por possuir uma microestrutura martensítica. Com a introdução do X20CrMoNiV11-1(European steel and alloy grades – EN 10222-2 que é similar ao ASTM A 335 Gr P91) no início dos anos 60, deu-se um importante passo em termos de melhoria da eficiência das centrais termoelétricas, pois foi possível aumentar a pressão de trabalho nas tubulações.

A adição de elementos como o vanádio (V), nióbio (Nb), tungstênio (W) e boro (B) veio permitir a obtenção de melhorias substanciais no âmbito da resistência à fluência, característica muito importante para equipamentos que sofrem variação de temperatura e pressões acima de 650ºC e 40 MPa.

Nessa situação, é comum que o reparo realizado em tubulações de aço que trabalham com pressão, construídas a partir de metais soldados com tratamento térmico pós-soldagem, sejam seguidos por um tratamento térmico, que a depender do local, tipo de instalação etc., nem sempre é factível. Assim, torna-se necessário encontrar novas formas de se reparar este tipo de equipamento sem a aplicação de um tratamento térmico adicional pós-reparo.

A fim de verificar a possibilidade de encontrar um tratamento que atenda às condições de uso e tratamento térmico,  no presente trabalho é realizado um estudo sobre uma forma para a realização deste reparo conhecida como passe de revenimento, situação em que cordões de solda adicionais são aplicados, uns sobre os outros, e o respectivo aporte de calor, oriundo da soldagem, é explorado como alternativa para a eliminação do tratamento térmico pós-soldagem.

Neste estudo foi feita uma abordagem sobre as técnicas de revenimento utilizadas para se executar reparos sem posterior tratamento térmico, sobre as especificações da norma ASME B31.3 – 2022 e foi executada uma comparação entre as durezas encontradas no metal base, na zona termicamente afetada e na zona de fusão de corpos de prova reparados com este tipo de técnica. Como adição foi realizada uma comparação entre as durezas nessas zonas de corpos de prova construídos com essa técnica e de corpos de prova construídos com a técnica convencional.

 

Referências

1.       American Society of Mechanical Engineers – ASME. ASME B31.3:2022 – Process Piping. New York: ASME, 2022.

2.       SANTOS, Anderson D. S. dos. Soldagem do aço API 5L X70: controle da dureza na ZGG pela técnica de passe de revenimento. BS thesis. Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2022.

3.       PINTO, Thamires F. Avaliação do uso da técnica de Temper Bead Welding (soldagem com passe de revenimento) em aços estruturais – estado da arte. 2022. 58 f. Monografia (Graduação em Engenharia Metalúrgica) – Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2022.

 

 

 

 

 

[1] Universidade Santa Cecília – Unisanta.
[2] Universidade Santa Cecília – Unisanta.

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