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A produção agrícola e florestal gera resíduos que frequentemente são descartados de forma inadequada quando poderiam ser utilizados para gerar combustíveis e energia. O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas e florestais do mundo, e o estado de Minas Gerais é um dos maiores produtores do país, tornando-se um cenário ideal para análise. Outro aspecto importante é o contínuo movimento global em direção à descarbonização, e é precisamente nessa direção que o uso do hidrogênio como vetor energético vem se tornando cada vez mais popular. Levando esses aspectos em consideração, este estudo tem como objetivo analisar o potencial técnico e econômico da produção de hidrogênio por meio da gaseificação de nove diferentes resíduos de biomassa, com e sem aprimoramento dos gases, nas 66 microrregiões de Minas Gerais. Para isso, foi desenvolvido um modelo de equilíbrio químico baseado na minimização da energia livre de Gibbs. O modelo foi validado e o ponto de operação que maximiza a produção de hidrogênio foi encontrado por meio de diferentes métodos de otimização. Com o ponto de produção máxima encontrado, o potencial de produção teórico foi então determinado para todas as microrregiões. Uma análise econômica usando o custo nivelado do hidrogênio como métrica foi realizada, seguida por uma simulação de Monte Carlo. Os principais resultados mostraram que o principal contribuinte para o potencial de produção teórica em Minas Gerais são os resíduos de cana-de-açúcar, representando 82,8% do potencial total. Apenas nove microrregiões em Minas Gerais são responsáveis por aproximadamente 79% do potencial do estado. O potencial econômico foi testado sob três cenários de coleta e utilização de resíduos. Cenários mais conservadores em relação ao uso de resíduos nas microrregiões tenderam a aumentar o custo de produção de hidrogênio, tornando a maioria das microrregiões inviáveis, enquanto cenários moderados e mais otimistas puxaram mais microrregiões para faixas de custo de produção mais baixos e atrativos. Entre as microrregiões, Frutal e Uberaba mostraram os melhores potenciais econômicos, alcançando valores abaixo de US$3/kg de hidrogênio sob condições moderadas e otimistas de utilização. Entre os parâmetros de entrada investigados na simulação de Monte Carlo, a taxa mínima atrativa, o fator de recuperação de resíduos para gaseificação, a variação do CAPEX, o CEPCI e os impostos locais mostraram a maior influência no custo nivelado do hidrogênio.

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