Fecha límite para el envío de resumenes: 21/Abril/2024

Na última década, a geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis não convencionais no Brasil mostrou um aumento considerável. Estas fontes de geração são amplamente reconhecidas pelas vantagens ambientais e sua sustentabilidade. No entanto, suas características também demandam o seu despacho imediato na rede, sem passar pelo controle do Operador Nacional do Sistema (ONS). Este tipo de comportamento representa, em ocasiões, um desajuste entre os perfis de carga e de geração, sendo necessário escoar o excedente de geração através do Sistema Interligado Nacional (SIN), condições que resultam em restrições de intercâmbio entre as diferentes regiões do país. Sistemas de armazenamento de energia se tornam uma possível solução a estes problemas, permitindo armazenar o excedente de geração durante horários de baixa demanda e sua realocação para horários com maior demanda. Portanto, estas tecnologias também são uma alternativa para favorecer a penetração das fontes de natureza intermitente na matriz elétrica. Das várias formas de armazenamento de energia, o armazenamento por bombeamento hidráulico (PHES), por ar comprimido (CAES), por ar liquefeito (LAES) e para a produção de hidrogênio por eletrólise, se destacam em termos de densidade de armazenamento de energia e períodos de carregamento e descarregamento. Atualmente estes sistemas apresentam diversos estágios de desenvolvimento, alguns deles em operação comercial. O nível de maturidade depende, principalmente, do tipo de tecnologia e sua aplicação depende, pela sua vez, da função e objetivos desejados. Considerando a regulação existente para resposta a demanda no Brasil, onde grandes consumidores ganham receita pela redução do perfil de consumo, é possível considerar também que, o mesmo consumidor pode receber uma receita adicional por armazenar energia fora do horário de ponta e injetá-la à rede durante o horário de ponta. Adicionalmente, o armazenamento de energia pode ser considerado não apenas como sistemas de balanceamento de rede, mas como tecnologias de arbitragem de preços no mercado de energia elétrica, evitando o acionamento de usinas marginais com maior custo de operação. Estes aspectos são discutidos no presente trabalho.

es_ES
Area de Usuario

Regístrate con tu correo y contraseña para acceder al panel de usuario y ser parte del CIBIM.

Si ya estás registrado, ingresa con tu correo y contraseña.